No século I d.C. foi conquistada pelo Imperador Augusto, passando a chamar-se a Sellium. Por aqui passava a principal estrada romana. Ia de Lisboa (Olísipo) a Braga (Bracara Augusta), passando por Santarém (Scalábis), Conímbriga e Coimbra (Aeminium).
Em 716 os muçulmanos chegaram à região e ocuparam a povoação visigótica Selio, na margem direita do rio, sem dificuldades. No monte construíram uma atalaia para vigilância, onde hoje está localizado o castelo. Neste, uma das portas tem exatamente o nome de Porta da Almedina, ou seja, porta da cidade. Ao rio chamaram Tamaramá, que traduzido significa “doces águas”, e à cidade Thamara. Nesta etapa que
introduziram as rodas hidráulicas de rega e o açude de estacaria.
Depois da conquista definitiva da região pelo Rei Afonso Henriques em 1147, a terra foi doada como feudo à Ordem dos Templários, tendo sido terra de fronteira durante quase um século.
O Grão-Mestre desta Ordem, Dom Gualdim Pais, iniciou em 1160 a construção do Castelo e Convento, que viria a ser a sede dos Templários em Portugal. Em 1162 concede o Foral.
Em 1190 o califa almóada Iacube Almançor, avançou para o Norte conquistando, sucessivamente, os Castelos de Alcácer do Sal, Palmela e Almada. Transpôs em seguida a Linha do Tejo, cercando Santarém, destruindo Torres Novas e Abrantes até alcançar Tomar, que, sob sucessivos assaltos, resistiu durante seis dias defendida pelos Templários, quebrando o ímpeto do invasor. Nesta ocasião, os mouros forçaram a porta do Sul e penetraram na cerca exterior. A defesa dos Templários foi de tal forma encarniçado que a porta de assalto ficou conhecida como Porta do Sangue.
Em 1420 o Infante D. Henrique foi nomeado governador e administrador da Ordem de Cristo tendo sido o primeiro, depois de Gualdim Pais, a renovar todo o complexo do Convento de Cristo. Além disso desviou o rio Nabão, permitindo drenar pântanos e prevenindo cheias. Deste modo a cidade conseguiu aumentar significativamente de tamanho. As novas ruas foram desenhadas na forma geométrica de hoje segundo as suas orientações.
Em 1581 a cidade acolheu as Cortes de Tomar, no terreiro da igreja do Convento de Cristo, que aclamaram o rei Filipe II de Castela e I de Aragão como Filipe I de Portugal, tornando-o monarca único de toda a Península Ibérica, no período denominado União Ibérica. Filipe I torna-se também mestre da Ordem de Cristo.
| Site da CM de Tomar | https://www.cm-Tomar.pt/ |
| Posto de Turismo | Avenida Dr. Cândido Madureira Telefone: 249 329 800 E-mail: turismo@cm-tomar.pt |
| Naturais de Tomar | Nabantinos ou Tomarenses. |
| Artesanato | Trabalhos feitos em barro, azulejos, lata, cesto e tecelagem. |
| Festas e Romarias | Festa dos tabuleiros – De três em três anos, em junho e julho; Círio de Nossa Senhora da Piedade – No 1.º domingo de setembro; Feira de Santa Iria – Entre a sexta-feira anterior ao dia 20 de outubro, até ao domingo a seguir a esta mesma data; Festa Anual em Honra do Senhor Jesus das Necessidades, em Santa Cita, a 11 de setembro. |
Para mais informação ver Ficheiro PDF do Concelho de Tomar